Atualidades de Saúde
05 de maio | Dia Mundial da Asma
Doentes com asma não controlada recorrem até cinco vezes mais a consultas não programadas nos cuidados de saúde primários em Portugal
Estudo EPI-ASTHMA faz o retrato dos doentes com asma com base na adequação do tratamento e impacto na utilização de recursos de saúde
- Mais de 80% dos doentes com asma em Portugal não tem a doença devidamente tratada*, incluíndo doentes sem tratamento ou com terapêutica inadequada.1
- Mais de 1 em cada 3 doentes não faz qualquer medicação para a asma.1
- Apenas 19% dos doentes têm tratamento adequado.1
Lisboa, 04 de maio de 2026 – As pessoas com asma não controlada em Portugal apresentam uma probabilidade cerca de cinco vezes superior de recorrer a consultas não programadas nos cuidados de saúde primários, comparativamente aos doentes com a doença controlada (22,1% vs 4,7%)1, revelam os novos dados do Estudo nacional EPI-ASTHMA, que evidenciam o impacto significativo da doença não controlada tanto no sistema de saúde como na qualidade de vida1. A análise aponta ainda que mais de um terço dos doentes não tem qualquer medicação prescrita para a doença. O alerta é dado no âmbito do Dia Mundial da Asma, que se celebra a 5 de maio.
O Estudo EPI-ASTHMA é um estudo observacional de base populacional, realizado a nível nacional em 38 unidades de cuidados de saúde primários, que analisou a realidade da asma na população adulta em Portugal, recorrendo a dados de registos de saúde eletrónicos e à avaliação do controlo da doença através de instrumentos validados, nomeadamente através do Teste de Controlo da Asma e Rinite Alérgica (CARAT).1,2
De acordo com os resultados, apenas 19% dos doentes apresentam um tratamento adequado, enquanto 46% têm terapêutica inadequada e 35% não fazem qualquer medicação para a asma, relevando uma realidade marcada pelo sub-tratamento generalizado da doença1. Este cenário ajuda a explicar por que motivo cerca de 68% dos doentes apresentam asma não controlada, independentemente do grau de gravidade2.
O impacto desta realidade faz-se sentir de forma direta no dia a dia dos doentes e na pressão sobre o sistema de saúde. Paralelamente, mais de metade reporta impacto na produtividade (54,3%) e mais de um terço refere impacto na vida quotidiana (36,1%), valores significativamente superiores aos observados em doentes com a doença controlada1.
Estima-se que a asma afete cerca de 7,1% da população adulta em Portugal, o que corresponde a aproximadamente 700.000 pessoas, sendo uma doença crónica com graus variáveis de gravidade, cujo controlo adequado permite reduzir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e diminuir a necessidade de utilização de cuidados de saúde3.
“Estes dados confirmam aquilo que nos é transmitido: muitos doentes continuam a viver com sintomas diários, limitações e exacerbações evitáveis, porque a doença não está devidamente controlada. É fundamental reforçar o diagnóstico atempado, o seu acompanhamento e garantir que cada doente tem acesso ao tratamento mais adequado à sua condição”, afirma Ana Gonçalves, Presidente da Associação Asma Grave (AAG).
Num momento em que se assinala o Dia Mundial da Asma, estes dados reforçam a urgência de melhorar o controlo da doença em Portugal, através de uma abordagem mais proativa, centrada no diagnóstico atempado, na revisão regular da adequação do tratamento e na sua otimização de acordo com as recomendações internacionais. Garantir que a asma está controlada não é apenas uma questão clínica, é determinante para a qualidade de vida dos doentes e para a sustentabilidade do sistema de saúde.
“O impacto e sintomas da asma são ainda muitas vezes subvalorizados. Se a doença não estiver controlada poderá ser altamente incapacitante para quem a vive diariamente na primeira pessoa. Apelo às pessoas que vivem com asma, familiares e cuidadores para que estejam atentos e procurem o seu médico assistente”, reforça Ana Gonçalves, Presidente da Associação de Asma Grave (AAG).
Saiba mais sobre a AAG em https://www.asma-grave.org/a-associa%C3%A7%C3%A3o
Sobre o Estudo Epi-Asthma
O Epi-Asthma é um estudo observacional nacional, que teve início em 2021 e decorreu até 2024, e foi realizado em colaboração com 38 unidades de Cuidados de Saúde Primários, para determinar a prevalência e caracterização das pessoas com asma, de acordo com a gravidade da doença na população adulta (>18 anos), em Portugal Continental. O Estudo foi uma iniciativa da AstraZeneca com a colaboração do CINTESIS e do Life and Health Sciences Research Institute (ICVS) – uma Unidade de I&D incorporada na Escola de Medicina da Universidade do Minho, e com o apoio científico da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) e da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP)1.
Sobre a AstraZeneca
A AstraZeneca é uma companhia biofarmacêutica global orientada para a inovação, focada na investigação, no desenvolvimento e na comercialização de medicamentos de prescrição médica nas áreas de Oncologia, Doenças Raras e Biofarmacêutica, incluindo Cardiovascular, Renal e Metabólica e Respiratória e Imunológica. Opera em mais de 100 países e os seus medicamentos inovadores são utilizados por milhões de pessoas a nível mundial. Para mais informações e conhecer as oportunidades na AstraZeneca Portugal visite www.astrazeneca.com e www.astrazeneca.pt
Nota: * Valor derivado da soma de doentes sem tratamento (35%) e com terapêutica inadequada (46%), de acordo com os resultados do estudo EPI-ASTHMA¹.
Referências
1. Bulhões C, Vicente C, Jácome C, Brito D, Teixeira P, Quelhas-Santos J, et al. Adequação terapêutica da asma e padrões de sub-tratamento em adultos portugueses: resultados do estudo EPI-ASTHMA. Comunicação oral, Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), Estudo EPI-ASTHMA, Novembro 2025.
2. Vicente C, Bulhões C, Jácome C, et al. EPI-ASTHMA: distribuição dos doentes por degraus GINA e controlo da asma em Portugal. 2025. Póster apresentado na reunião anual da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), 2025.
3. Brito D, et al. Prevalence of asthma in Portuguese adults – the EPI-ASTHMA study, a nationwide population-based survey. Pulmonology. 2025;31(1):2466920.
