Atualidades de Saúde

31 de março: Dia Nacional do Doente com AVC

Portugal continua a não ter uma estratégia nacional para o cuidado e a reabilitação do AVC

Lisboa, 26 de março de 2026 – O país continua muito aquém das metas com que se comprometeu, ao subscrever o Plano de Ação para o AVC na Europa em 2021 – alerta a associação Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos. Com metas claras e objetivas, que insta os governos a implementarem estratégias nacionais abrangentes, no cuidado e na reabilitação daquela que continua a ser a 1.ª causa de morte e a 1.ª causa de incapacidade em Portugal.

Logo quando ocorre, o acesso ao internamento especializado em Unidades de AVC, deixa o nosso país cada vez mais na cauda da Europa, com uma taxa de apenas 40% a 50% na média nacional. Quando a meta fixada até 2030, é que 90% das pessoas sejam internadas em unidades especializadas.

“Tem consequências muito gravosas, na sobrevida, no tratamento o mais eficaz possível, e no início quase imediato do processo de reabilitação e na continuidade adequada do mesmo, aspetos essenciais para minorar a eventual incapacidade” – refere António Conceição, Presidente da associação Portugal AVC – “Como afirma a Organização Europeia do AVC, está cientificamente provado que esta é a medida isolada mais eficaz para reduzir a morte e a incapacidade após um AVC”, acrescenta.

Continua a faltar também, como refere o mesmo Plano Europeu, e que foi reforçado pela Resolução da Assembleia da República n.º 339/2021, ainda não levada à prática, o estabelecimento de uma estratégia nacional de acesso à reabilitação para sobreviventes de acidente vascular cerebral. Como afirma ainda António Conceição, “Este é também um passo fundamental e muito urgente. Aliás, custa crer como ainda não foi entendido por quem de direito que, estas medidas, não podem ser encaradas como um custo, mas um investimento com retorno imediato. São cada vez mais os estudos que o apontam. Com claro benefício para sobreviventes, famílias, sociedade e o próprio Estado!”

Jornalismo ao serviço da saúde: premiadas as melhores reportagens sobre AVC
É para dar palco aos desafios, à reabilitação, ao regresso à vida profissional e social, ao papel dos cuidadores e à realidade do AVC que a Portugal AVC, com o apoio da AbbVie, promove o Prémio de Jornalismo sobre o Acidente Vascular Cerebral, que este ano repartiu os 6.000 euros de prémio (3.000 euros para o 1.º lugar, 2.000 euros para o 2.º e 1.000 euros para o 3.º) por:

1.º – “Esta doença não é (só) para velhos”, de Raquel Morão Lopes, da Antena 1 e 3

2.º – “AVC. Sobreviver. Lutar. Trabalhar”, de Sara Dias Oliveira, do Notícias Magazine/JN

3.º – “Tempo é cérebro”, de Inês Linhares Dias, da Antena 1 e Antena 1 Açores

Uma escolha dificultada não só pelo número mais elevado de candidaturas, mas também pela qualidade das mesmas.

Lançamento de Bolsa de Investigação
Como mais um contributo para tão importante área, a Portugal AVC vai lançar, também assinalando o Dia Nacional do Doente com AVC, uma Bolsa de Investigação para incentivar e premiar trabalhos científicos que tenham como objetivo a melhoria da qualidade da “Vida após AVC”.

A partir de 31 de março, regulamento disponível em www.portugalavc.pt.

Sobre a Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos
A Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos é uma IPSS, ONGPD e Associação de Defesa dos Utentes de Saúde, e tem por objetivo a promoção de iniciativas que visem, por um lado, contribuir para a resposta às necessidades sentidas pelas pessoas com AVC, seus familiares e cuidadores, e por outro, contribuir para a prevenção do Acidente Vascular Cerebral e suas consequências, de forma a minimizar a morbilidade e mortalidade associadas a este.

Para mais informações, visite www.portugalavc.pt. Siga a associação no Facebook ou Instagram.

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